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Daniel Barcellos Colman, nasceu em Porto Alegre em 1976 com deficiência auditiva de severa a profunda, na qual foi constatada pelos médicos e encaminhado para a 1° Fonoaudióloga do Estado do Rio Grande do Sul com 3 anos de idade, onde aprendeu a ser oralizado e falar de uma forma compreensível de acordo com a alta perda auditiva e com o uso de aparelho auditivo em formato de caixinha de rádio pendurado com suporte no pescoço.

Foi um trabalho árduo de aprendizado a falar com pronúncia indo todas semanas de ônibus de São Leopoldo a Porto Alegre numa distância de 30 km e do centro da capital gaúcha ainda pegava lotação para ir até o consultório da fonoaudióloga em bairro. Na época, só tinha fonoaudióloga em Porto Alegre e era inexistente em outras cidades gaúchas.

Entrou no Jardim de Infância, no qual se adaptou muito bem na integração com outras crianças, evoluindo no aprimoramento da fala e escuta até entrar com 7 anos em um colégio normal onde passou a usar o aparelho auditivo na orelha, nos quais tirou altas notas até acabar o 2° Grau. Ao mesmo tempo que evoluía na escola, sofreu preconceito muito grande principalmente no 2° grau diante de colegas adolescentes da fase rebelde normal nesta fase da vida e chorou muitas vezes em casa com o isolamento dos membros da classe escolar, pensando inclusive em mudar de colégio, mas foi até o fim concluir o ensino na escola em que iniciou a  vida de estudos.

A partir daí, entrou na Universidade no curso de Administração de Empresas, para aprender tudo que envolve em termos de negócios, pois um grande sonho é ajudar as pessoas com e sem deficiência a empreenderem com orientação adequada e personalizada passo a passo para maior chance de sucesso.

Entrou em um estágio na faculdade em uma empresa de consultoria na área de saúde, no qual a proprietária afirmou que não tinha condições de pagar uma bolsa-auxílio, então, durante 3 meses por conta própria no transporte foi aprender diariamente as funções na firma e chegou ao ponto que no 3° mês o empreendimento contratou 2 estagiárias através do CIEE, gerando revolta de desvalorização no profissional que estava pagando do próprio bolso para trabalhar no aprendizado e para a tristeza foi explorado com uma mentira que não tinham condições de pagar uma bolsa auxílio.

Concluída a faculdade, a luta foi em busca de trabalho no mercado , e foi constatado  grande preconceito das empresas em acreditarem nas competências de deficiente auditivo mesmo com formação, então, o Daniel partiu em busca de oportunidades próprias onde teve empresa de consultoria para microempresa, Portal Regional de Informações da Região Local sendo inovador e revolucionário na época  e tentativa frustrada de empresa na área de cosméticos  com problemas de fornecedores e outros, e participação em empresas de Marketing Multinível nos quais teve êxito, mas tiveram problemas de gestão e outras foram para experiência e conhecimento adquirido e muitas tentativas frustradas em busca de investidores e empresários em  ouvirem e  darem oportunidades ao Daniel Colman, chegando a um ponto de entrar em desespero e depressão se sentindo um inútil para a sociedade e mercado de trabalho.

Então, durante a fase de reclusão, pensando no que fazer da vida e encontrar uma perspectiva, um caminho para a volta por cima e com as experiências frustrantes acumulada de anos, Daniel Colman notou as dificuldades dos deficientes capacitados de evoluírem na carreira sendo empregados, então, teve a ideia e resolveu criar o Deficiente Empreendedor que visa estimular as pessoas com e sem deficiência a pensarem como empreendedoras e, a partir daí, empreenderem por conta própria com negócios orientados por nós desde o começo com metodologia de passo a passo de forma personalizada adaptando as dificuldades de cada um.